Primeiro conselho namorada reddit

O coletor de lixo acabou descobrindo o amor de sua vida em serviço. Ao receber mãe que não queria vacinar o filho com medo de autismo, médico dá a melhor resposta. Perder peso pode mudar completamente nossa aparência e no caso de Jeffrey Kendall, isso o transformou em um príncipe da vida real ... “Quando há uns tempos a minha namorada teve um problema familiar eu fiz questão de estar sempre ao lado dela. Foi aí que a minha mãe começou a sentir mais a minha ausência e quis saber o que se passava entre nós.” As perguntas foram diretas e ela não se desviou. A mãe não aceitou. O pai insultou-a. “Nesse dia até me bateram. Atenção! Aviso da Tag [Sério] Este tópico foi marcado como [Sério], não são permitidos quaisquer comentários que contenham piadas, ou outras tentativas humorísticas, insultos ou não tenham nada a ver com o tópico.. I am a bot, and this action was performed automatically. Please contact the moderators of this subreddit if you have any questions or concerns. 2021 Mercedes-Benz S-Class, tudo que sua namorada vai querer Em setembro de 2020, a Mercedes-Benz revelará seu novo veículo futurista S-Class 2021. Este seria o primeiro carro com uma tela AR (realidade aumentada): frontal Quando prestamos atenção em algo, ficamos completamente focados nisso. Para comprovar esse estado de concentração mental foram realizados experimentos, onde voluntários assistiram a uma partida com dois times, vestidos com camisas pretas e brancas, e receberam a tarefa de contar o número de arremessos de uma das equipes. Os espectadores contaram o número com precisão, mas 50% não ... Meme 'namorada superapegada' ganhou outra versão na rede social Reddit Agora, ela é a “namorada incompreendida”, uma nova versão de um dos memes mais famosos da Internet nos últimos tempos. ️ Status/Legendas: Casais👫💬 ️ - O que na vida ninguém fez, você fez em menos de um mês 🎵 👫💭 - Deus abençoou a nossa união 🙏🏻💍 💭 - A gente forma um casalzinho assim meio sem juízo…👫😝💘 - Não tem jeito,... A antiga líder do Reddit refere-se em particular ao the_ donald, um subreddit formado em 2015 em apoio a Donald Trump, depois deste ter anunciado a sua candidatura à presidência dos EUA. A ... Tenho 62 anos, sou mais velho do que ela sete anos, mas penso que isso não significa que eu vá primeiro do que ela. Não queria perdê­‑la, mas sei que ela tem uma doença que a qualquer momento pode voltar. Não me assusto, não tenho esse conceito de vida. Não lhe viraria as costas por cobardia, por ter medo de a perder. E o melhor conselho que eu te dou é, confie em Deus, se apegue a ele, faça dele o primeiro em sua vida, pois quando algo for embora de sua vida, oque vc mais gosta sempre estará aí do teu lado! Recomeço Desilusão Perda de um amor Vida nova Garota garotas tumblr Meninas textos de amor texto text post text Texto de recomeço

um estudo sobre a solidão.

2020.09.07 01:53 pesligeiros um estudo sobre a solidão.

oi, pessoal. tudo bem? sou H, 19. esse é meu primeiro post no reddit, e colocar "H, 19" me faz parecer os velhos pervertidos do omegle.
é irônico o omegle ter vindo a tona no meu desabafo, uma vez que ele encaixa bem em meu raciocínio. sou sozinho. sempre tive muitos amigos - e ainda assim, sempre fui muito sozinho. muito sozinho porque eu era excluído, ou porque eu me excluía. nunca fui pleno de atenção, nunca fui pleno de companhia. eu era humilhado, maltratado, mal visto. elogiado de vez em quando, pra dar uma equilibrada. eu nunca fui o mais bonito, o mais sociável. nunca tive laços profundos. nunca tive irmãos. nunca fui muito ligado a minha família. nunca me dei bem estando comigo mesmo. vejo pessoas que tem amigos, que participam de experienciais, que trocam fofocas de tudo, que tem uma vida sociável agitada. eu não.
em 2017 arranjei uma namorada - uma pessoa que na época me ensinou e me destruiu em níveis bem proporcionais -, me afastei de todo mundo que eu tinha contato pois eu era bem tratado por ela. depois do nosso término, comigo em cacos, já não tinha mais ninguém pra contar. e mesmo que eu tenha recuperado alguns dos pequenos laços que eu tinha antigamente, nunca mais foi o mesmo.
sou íntimo de uma pessoa, no máximo duas pessoas. a verdade é essa. um amigo virtual que mora do outro lado do país e minha ex namorada, que se mostrou uma ótima amiga dado tempo necessário pra se recuperar dos cacos
a verdade é essa, embora eu sempre diga que sou próximo de pelo menos cinco pessoas. mas não, são no máximo duas. uma que mora estados de distância de mim, e uma que constantemente fico com raiva por eu ter tanta proximidade, pois justamente por não ter mais ninguém por perto, me trás a sensação de eu não ter seguido a vida e de eu ser ainda mais solitário do que sou, por mais incrível que ela seja comigo.
nunca mais me relacionei. nunca mais ninguém mostrou interesse por mim - a não ser uma menina do habbo hotel. patético, né? habbo fucking hotel.
nunca mais fiz novos amigos. nunca mais conheci mais pessoas. ninguém sabe que eu existo, e eu não consigo conhecer ninguém. nos últimos doze meses, ganhei muitos quilos, e estar isolado em casa não me ajuda nada com esse problema. eu tenho pessoas com quem contar, se eu for preciso. mas não me sinto conectadas a elas. eu me tornei um desconhecido. alguém que foi esquecido no tempo. e por mais que eu lute para ser visto pelas pessoas da minha cidade, não tenho energia, tempo ou os meios para isto. e hoje em dia, sem energia, gordo (que não é um problema pra muitas pessoas, afinal, é apenas estatura física. pra mim é um problema, pois me sinto cansado, sem energia e com problemas de autoestima gigantescos), sozinho, me sinto cada dia mais solitário.
não quero conselhos nem nada do tipo. é só um desabafo mesmo. queria que a pandemia acabasse. primeiro, pra que as pessoas parassem de morrer por conta desse vírus horrível. e depois: pra ver se eu perco peso, recupero um pouco minhas energias, decido o que vou fazer da minha vida pro futuro. tô em momentos de muitas decisões. talvez assim, em algum caminho da vida, eu encontre amigos que eu me conecte de verdade, alguém se interesse por mim.
até lá, sou apenas isso. e se assim eu continuar, vou acabar virando um velho solitário que vai pra omegle pra ter com quem conversar. não pra ser pervertido. mas pra tentar lamentar sobre como cresci sozinho e envelheci sozinho.
e aí ter a conversa pulada, porque ninguém vai querer falar com um adulto sozinho em um site de anonimato. e com muita razão, porque ninguém sabe quem é que tá do outro lado, e quais são suas malditas intenções.

obrigado a quem leu até aqui.
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2020.07.04 08:50 fuq_daniel Não consigo esquecer uma pessoa e seguir em frente com a minha vida

Eu tinha postado isso a um tempo no advice mas fui completamente ignorado, descobri esse em pt-br e espero que aqui seja diferente, desculpem a preguiça mas eu só fiz copiar e colar mesmo texto e joguei no tradutor, então se tiver algum erro espero que consigam entender o contexto, caso tenham alguma dificuldade o texto em inglês e "mais legível" está aqui, obrigado pelo tempo de vocês!

Em 2015 eu entrei no ensino médio, logo no início do ano eu vi uma garota de uma sala de aula que estava antes da minha aula, era como se eu me apaixonasse instantaneamente, nunca tinha sentido isso antes, mas sou muito tímida e insegura comigo mesmo e o tempo passou e passou e foi só depois de quase um semestre inteiro que tive coragem de entrar no quarto dela e ligar para meu colega para dizer que o professor estava chegando, felizmente o grupo de pessoas com quem ele estava falando era o mesmo grupo de amigos que essa garota e, em seguida, ele me apresentou ao grupo, e assim minha amizade com eles cresceu, a um nível em que passei mais tempo no quarto deles do que no meu, e um dia tive coragem de conversar com a garota Eu estava secretamente apaixonado, ela estava sentada na última cadeira com a cabeça sobre a mesa, então perguntei se ela estava bem e ela disse que não e que queria ficar sozinha. Entendi a mensagem e a deixei. com o passar do tempo, tentei conversar com ela e quando estava chegando perto do final do ano já éramos melhores amigas, como eu disse, passei mais tempo na sala de aula dela do que na minha, consequentemente não participei de aulas na escola e repeti o ano enquanto ela passava.

Em 2016 eu estava fazendo meu primeiro ano do ensino médio novamente e ela estava no segundo ano, ela começou a namorar e eu ainda não tinha falado sobre meus sentimentos, mas todo mundo sabia que, no fundo, eu gostava dela, eu era o cara que as pessoas apontaram e disseram que fizemos um ótimo casal, o cara que as pessoas apontaram e disseram "esse cara gosta dela", mas a única coisa que eu sabia fazer era negar esse sentimento, com medo de que, se eu me abrisse para ela, nós acabávamos nos afastando um do outro, e eu gostava tanto dela, que ainda me lembro de um pensamento que tinha naquela época: "Eu gosto muito dela, por poder estar perto dela, de poder vê-la todos os dias na escola, já me sinto a pessoa mais feliz do mundo ", um pouco depois aconteceu algo muito importante, eu estava tocando no celular dela e abri as conversas com o namorado no WhatsApp, eu tinha um amigo no do lado e ela começou a gravar um áudio dizendo que a garota que você gostava era muito gostosa e eu comecei a dizer simi Além disso, esse áudio deve ser cancelado, mas em vez de arrastar o dedo para o lado e parar de gravar, minha amiga tirou o dedo da tela e enviou o áudio. Naquela época, a função de excluir mensagens era apenas um sonho, e o namorado dela ouviu o áudio. Outro dia na escola, a garota que eu gostei estava muito chateada comigo e disse que tinha terminado de namorar, ela disse que acreditava que eles ainda estavam namorando, mas o tempo passou e passou e eles não namoraram novamente, e mesmo assim eu ainda não disse que eu gostava dela. O fim do ano estava chegando e, novamente, passei mais tempo na sala de aula dela do que na minha própria sala de aula, e não passei no ano novamente, e na escola que estava estudando na época, se você não passasse o ano duas vezes você será transferido para o turno da noite.

Em 2017, cursando o primeiro ano do ensino médio no terceiro ano e ela no último ano, mas no turno da manhã, participei de um quarto das aulas e depois pedi para me transferir para outra escola onde estudaria pela manhã e o horário para a minha aula ela terminava antes da aula da minha amiga, então quase todos os dias eu a visitava ao sair da escola, mas por alguns meses eu parei de visitá-la e, quando meu aniversário, na terceira semana de setembro, eu a visitei e felizmente consegui vê-la, ainda me lembro do abraço que ela me deu hoje, foi o melhor abraço da minha vida, fiquei tão emocionado com esse abraço que comecei a chorar e, a partir desse momento, as coisas começaram a mudar, ela me convidou para sair em 27 de novembro de 2017 e, naquele dia, tivemos nosso primeiro beijo, e logo depois ela disse: "Acho que se não tivesse feito, você não teria coragem de fazê-lo", e foda-se, ela estava certa, eu passaria o resto da minha vida escondendo esse sentimento.

Em fevereiro de 2018, começamos a namorar e agora eu tinha certeza de que era a pessoa mais feliz do mundo, finalmente estava namorando a pessoa com quem sempre queria estar, e assim o ano continuou, quando no final do ano a irmã que ela descobre que está grávida e, um pouco mais tarde, acaba perdendo o bebê, e então as coisas começaram a ficar complicadas, toda a atenção estava focada nela, um pouco mais tarde, no início de 2019, seu tio faleceu e, em seguida, os pensamentos e seus comportamentos depressivos começou a se intensificar e acabei na mesma situação, paramos de conversar com a mesma frequência e, no início de agosto, alguns dias antes de completarmos um ano e meio de namoro, encerramos o relacionamento e a partir daí tempo aqui eu tenho tentado esquecê-la, eu tive alguns relacionamentos rápidos durante esse período, mas nada que realmente me pegou, em janeiro deste ano eu conheci uma garota muito legal e em fevereiro começamos a namorar, fizemos bem, mas devido para COVID-19 e a quarentena, paramos de ver cada ot ela e eu entramos em uma depressão leve novamente, voltei a ter ataques de ansiedade e pensei que ela não merecia isso e na semana passada terminamos.

Embora todo esse tempo tenha passado e esteja prestes a completar um ano desde que terminamos, eu nunca consegui tirar essa garota da cabeça completamente, e sempre me pergunto se devo chamá-la para falar, sinto muita falta dela, não me sinto mal por perder uma namorada, me sinto mal por perder minha melhor amiga, preciso de conselhos para seguir em frente, o que devo fazer? Ligar para ela para conversar ou tentar seguir em frente com a minha vida? E se sim, como devo fazer isso? Estou quase desistindo de tudo
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2020.06.08 08:57 Vale028038 Sou babaca por deixar um garoto que estava com depressão?

Sou babaca por deixar um garoto que estava com depressão?
Ola Luba, editores, gatas, defuntos de papelão, galera do Reddit e provavelmente o menino que eu irei mencionar nessa história (porque ele assiste o Luba :). Vou te chamar de Carlinhos, pra não te explanar.
Tudo começou no início de 2019, eu estava bem plena com meu fogo no rabo no TicoTeco até que vi um perfil peculiar, de um garoto que não mostrava o rosto, com música do Kamaitachi de fundo, completamente na sofrência. Eu como uma ótima psicóloga formada na base de conselho paras alheios, resolvi me afundar nisso. Achei extremamente atraente, já que ele não mostrava a cara, dava um ar misterioso.
Então lá foi eu chamar o garoto nos comentários, falando que queria ser amiga dele. Por sua vez, Carlinhos aceitou, ele me seguiu e eu segui ele (Pra quem não sabe, o TikTok tem uma "regra" que apenas deixa as pessoas mandarem DM quando ambas se seguem).
Então lá fui eu, pedir pro menino desabafar, porque minha ingenuidade é maior que as coxas do Luba. Ele fez oque? Disse que não, que não iria desabafar com uma estranha, eu entendi completamente o lado dele, então disse que iria conquistar a confiança dele.
Vale ressaltar que na época ele tinha Web namorada (que não ligava muito pra ele, ao meu ver), mas eu pouco me fodia pra namorada e — dava em cima dele discretamente — ou não tão discreto assim.
Foi se passando um tempinho, conversa vai, conversa vem, até que ele termina com a namorada dele — por um vídeo no TikTok — e não aceitou o término. Eu (como você já pode se imaginar) odiava a namorada dele, então antes mesmo dela ver o vídeo eu fiz um MONTE de vídeos "ajudando" o Carlinhos a superar a Karen (vamos assim por dizer), que fez um puta de um drama, falando que ficaria triste e que o Carlinhos era só DELA. Ele ficou meio abalado com o término, eu como a futura namorada que sou ajudei ele a superar.
Se passou MAIS um tempo e tirei coragem só além pra pedir o número de WhatsApp dele, que aceitou de boassa, ele foi lá, me deu o número. Eu pedi uma foto dele, ele me mandou — não queria falar nada mas você é bonito sim — então ok.
Até aí beleza, mas chegou uma hora que ele engatou uma ótima confiança em mim, e eu cismei de que precisava deixar tudo de lado pra cuidar só dele. Então ok, eu não quero expor a vide dele aqui, mas ele era depressivo, me mandava algumas fotos de automutilação, algumas vezes a gente brigava (isso me causou ansiedade), e eu sempre pedia desculpas, POR ALGO QUE EU NÃO FIZ.
Se passou maiiiis um tempinho e ele se tornou o clássico Chernoboy. Eu parei de falar com ele por alguns dias (porque eu sempre mandava bom dia e boa noite, e mais alguns agrados) pois estava com a mente desgastada, e ele falou que eu não ligava pra ele. Detalhe que ele cagava pro meu afeto. Isso me deixou puta da vida, mas não foi o suficiente pra deixar o famoso block. Comecei a cumprimentá-lo novamente.
Mais um tempo se passou, e agora que começa a ficar importante. O primeiro Block. Tudo ocorreu nos dias das crianças, então vamos lá: eu estava triste pra cacete, TRISTE mesmo, e estava em conflito com minhas amigas e familiares, por não ser tal comunicativa e vocês já sabem o porque, então pensei que ele retribuiria minha gentileza de sempre ouvir oque ele falava, mas eu estava enganada. Ele disse: "eu recebi um presente tão foda, pra de noite eu simplesmente ouvir essas merdas". Após dito, ele me deu block, meu mundo caiu, achei que nunca mais o veria na vida. Trouxa como eu sou entrei em pânico e comecei a chorar, pois não queria perder o amor da minha vida. Se passou um tempo e ele me desbloqueou, eu fiquei sorridente e achei que as coisas poderiam melhorar, mas não, nosso relacionamento continuou pesando. Então eu desisti e EU mesma dei block, mas desbloqueei 3 ou 5 horas mais tarde. Se passou mais um tempinho e ele me bloqueou, e eu sinceramente caguei pra isso.
Superei ele.
Até que de madrugada em um Domingo, recebo uma mensagem dele novamente, falando sobre meu aniversário e tals, ele foi simpático comigo, relatou que parou de se cortar e que estava em uma psicóloga (me senti trocada pois EU era a psicóloga dele) mas esse não é o caso. Tivemos outros tipos de interação e foram bruscas, mas não vem ao caso.
A questão é: eu fui babaca por simplesmente deixar o garoto que era depressivo e que eu tinha uma paixão nele simplesmente passar, ou eu devo tentar o encher de afeto novamente?
Votem aí :) obrigada pela a atenção ^
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2020.03.05 06:32 FewFlamingo "Cada escolha, uma renúncia, isso é a vida"

O meu texto é sobre a vida passar depressa e escolhas profissionais erradas.
Eu tenho 27 anos, mas já estou com o pé nos 28. Eu sai do colegial sem saber o que iria fazer da minha vida. Nada me chamava atenção, e o que me chamava me dava medo de arriscar... E é assim até hoje para ser sincero.
Eu me formei no final de 2009 e passei 2010 inteiro parado (e não, eu não corri atrás para saber o que eu queria para a minha vida). Depois de muita insistência da minha mãe na época, eu resolvi fazer cursinho para prestar o vestibular de um curso de TI. Depois de 3 tentativas eu passei.
O faculdade tinha 3 anos de duração, mas eu só cursei 2 anos. Eu estava cheio de DPs e não levava a sério por dois motivos: Achava que nunca ia passar em algumas matérias e não estava gostando do curso em partes. Em partes pq a única coisa que me chamava um pouco de atenção era a parte de gestão empresarial que tinha na grade do curso.
Então, depois de pensar pouco, eu resolvi largar o curso e fazer administração. Eu sai de uma universidade publica para ir para uma paga, mas felizmente meus pais me apoiaram, mesmo sabendo que a grana ia apertar. Depois de mais 2 anos cursando eu vejo que ainda assim não era isso que eu queria. Detalhe: Eu estava com várias DPs em ADM também.
No final de 2016 a história se repetiu mais uma vez... Eu decidi largar o curso de administração para fazer Publicidade e Propaganda. Eu estava ferrado no curso de ADM, me questionei rapidamente e em 2017 já estava transferido pro novo curso. Na época eu falei pra mim mesmo: " Publicidade tem mais a ver comigo! Eu sou criativo. Eu sei que o mercado de trabalho é difícil, mas agora eu vou ter mais gás para seguir em frente e me destacar, pq agora eu to fazendo algo que eu gosto."
Eu realmente acreditei nisso no primeiro ano de curso. No segundo eu comecei a duvidar. No terceiro eu me enganava falando pra mim mesmo que a escolha tinha sido a certa. Mas agora em 2020, no quarto ano, eu vejo que eu errei mais uma vez.
Só que agora é pior que das outras vezes, pq o tempo passou. É pior pq eu não consigo estágio fácil como eu conseguia fazendo TI e ADM. Eu estou sem trabalhar há um ano... Eu to afundando e não to conseguindo enxergar as coisas direito. Eu não sei o que fazer. Eu não sei por onde começar a melhorar. Eu vou terminar publicidade, mas sinceramente eu duvido conseguir algum trabalho na área.
Estou fazendo um curso online de photoshop, mas estou demorando muito para acabar ele de uma vez.
Minha namorada diz que eu posso estar depressivo e por isso não estou com animo para batalhar, mas eu não me sinto deprimido. A vida é boa. É só o meu lado profissional que não cresce.
Acho que sou imaturo nesse aspecto da minha vida. Pior que meus pais sempre foram correria. Meus amigos também. Não me faltam bons exemplos. O que me falta, Reddit? Vergonha na cara?
Qualquer conselho ou experiencia de vida é bem vindo. mas sei lá, eu só precisava colocar isso pra fora.
Tudo que passa pela minha cabeça agora é que eu estou velho e eu perdi esse trem faz tempo. O mercado quer gente mais nova e mais disposta, e não um marmanjo que não cresce.
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2020.01.04 21:39 JuniorCarmo Preciso de ajuda psicológica sobre relacionamento.

Vou contar a minha história e a quem interessar eu gostaria de alguma opinião sobre o assunto. Talvez fique grande mas espero que leiam.
Tudo começou no 2° ano do ensino médio quando nos primeiros dias de aula eu conheci a minha futura namorada. Vivemos quase 5 anos juntos e nos finalmentes do relacionamento até moramos juntos com o meu pai.
Eu amo muito ela e ela sempre me amou muito! Ela sempre correu atras de mim quando havia alguma briga e vendo como foi o meu relacionamento com ela, vi que nunca dei tanto valor assim. Geralmente só se dá valor quando se perde, não é mesmo?
Com mais ou menos 2 anos de relacionamento e algumas brigas infantis de um casal jovem de apenas 18 anos de idade, nós tivemos a primeira briga séria onde nos separamos por mais ou menos um mês. Antes de se separar, nós sempre saíamos nos finais de semana com alguns amigos meu, e teve um em especial, que íamos na casa dele, no quarto dele, esperar ele se arrumar para podermos sair ( Eu, minha namorada e um amigo ). Nós íamos no cinema, pastelarias e afins, apenas para dar umas voltas e etc. Quando eu e minha namorada nos separamos por mais ou menos 1 mês, resolvi tentar voltar com o nosso relacionamento, foi quando ela me contou que havia saído com ele e ficado com ele uma vez. Ele era meu amigo a mais de 10 anos! Nesse meio tempo que eu fiquei separado, também saí com uma amiga minha, fiquei algumas vezes mas optei por voltar com o meu relacionamento. Ela aceitou voltar comigo, pedi que ela bloqueasse esse amigo com quem ela ficou, com medo de que continuassem conversando e etc. E ela pediu que eu bloqueasse a menina com quem eu fiquei e tentamos seguir a nossa vida.
Depois de um tempo morando junto com a minha namorada e com algumas brigas infantis, brigamos sério novamente e nos separamos de novo por mais de um mês e ela saiu da minha casa e voltou pra casa da mãe dela. Como nós morávamos com o meu pai junto, sempre tivemos muito conflito, ela nunca gostou do meu pai e creio eu que ele foi 50% do stress do nosso relacionamento. Após mais ou menos 1 mês separado, eu novamente tentei voltar com ela e bomba! Descobri que ela estava namorando com aquele mesmo "amigo" meu de 10 anos atras, e que haviam conversado a mais ou menos 2 anos atras.
Fiz de tudo para tentar voltar, eu tentei conversar com ela de todas as formas, segui ela quando vi ela andando de carro, fui na casa dela de madrugada enquanto ela dormia para tentar conversar, me humilhei, me cortei, tomei mais de 30 remédios e quase me joguei de moto na frente de alguns caminhões na estrada. Foi uma depressão terrível. E não teve jeito, ela vai continuar com ele.
Acredito que ela não sofreu com o nosso término de relacionamento, foram quase 5 anos junto, eu tive MUITO apego emocional e não consigo acreditar como ela foi capaz de ficar com ele em tão pouco tempo. Descobri que ela já havia chamado ele novamente 1 semana após o término comigo. Não sei se ela está fazendo de propósito para tentar me machucar, se está tentando me esquecer dessa forma. O que ela fez comigo é imperdoável, falta de respeito total e falta de consideração comigo.
Nas vezes que eu tentei cometer suicídio, cortando os pulsos, tomando remédio e quando eu havia dito que ia me jogar na frente de um caminhão, ela fazia questão de vir pessoalmente falar comigo e falava que não era pra fazer isso e etc. Ela disse que se importa muito comigo e me quer bem, mas eu não consigo entender porque ela ficou com outro cara tão rápido, porque jogar no lixo quase 5 anos tão rápido e tão fria.
Já tive uma consulta com um psicólogo no seu consultório, porém, ainda não estou bem, preciso esperar para ter a próxima consulta, por isso vim até o reddit pedir a opinião de psicólogos e de pessoas que já tiveram experiencia com isso. Eu amo muito ela, todos os dias eu penso muito nela. Ela já me bloqueou de todas as redes sociais, portando não consigo stalkear, por mais que isso vá me machucar muito, eu tenho vontade!!! Eu acredito que estou com depressão. Eu não consigo dormir a noite, se eu acordar no meio da madrugada, fico pensando nela de forma involuntária e não consigo mais dormir, fico pensando em toda a intimidade que eu tinha com ela, e agora outro homem fazendo o que eu fazia com ela. Imagino ela fazendo sexo com o cara, só fico com pensamento ruim e meus dias estão sendo longos e terríveis. Eu sinto um vazio ENORME no peito, um gelo. Eu não consigo comer e nem tomar água, realmente não sinto fome, porém, eu tento empurrar comida e água. Parece que meu estomago diminuiu.

Alguém que já passou por isso tem alguma dica mágica que ninguém fala? Algum conselho? estou sofrendo muito, e sofro muito mais sabendo que ela não sofreu com isso. sabendo que ela já tem outro e eu estou aqui, afundado no limbo do sofrimento. Obrigado quem leu tudo.
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2019.01.03 13:34 matt9527 Quando sair da casa dos pais?

Olá /brasil! Eu não costumo postar muito no Reddit, mais lurko do que outra coisa, mas sempre vejo postagens do pessoal pedindo dicas e conselhos sobre como sobreviver neste nosso querido Brasil varonil e o pessoal que comenta costuma ser razoável e compreensível. Peço desculpas porque vai ser um post longo, mas o que eu queria era conversar sobre essa questão de começar a morar sozinho. Um tl;dr da minha vida é que eu tenho 23 anos, tô num emprego que me faz querer ouvir Radiohead quase todo dia porque não tá mais me trazendo satisfação pessoal alguma e é um porre vir aqui e minha relação com meus pais está bem ruim, principalmente com a minha mãe (são separados e eu moro com ela e meu dog de 14 anos). Comecei um relacionamento com uma mina de uma cidade próxima da minha fazem 6 meses, ela tem uma vida complicada (filho de 3 anos included), mas a gente se dá muito bem, é companheiro um com o outro e se respeita bastante. Eu visito ela a cada 15 dias nos fds, mas passei minhas férias todas lá, convivemos cerca de dez dias junto, eu, ela e a prole. O menininho deu uns chabu, mas é o de se esperar de uma criança de 3 anos. E apesar de tudo, ele gosta bastante de mim, a gente joga Mario e vê Jaspion junto. Foi uma convivência curta, mas muito boa. O problema é que meus pais, mais a minha mãe, não curtem esse relacionamento. Principalmente pelo fato deu ter que futuramente assumir uma criança que não é minha. Meu pai é respeitoso com a minha decisão de ficar com ela, já foi na casa da menina, jantou com a gente e a criança, me incentiva a ser sempre mais responsável, etc. Já minha mãe odeia a menina, não aceita que eu leve ela em casa e nem mesmo pronuncia o nome dela lá. Já fez coisas do tipo invadir meu computador, ler conversa nossa no Whats desde o começo do relacionamento (inclusive conversas de mim desabafando e xingando ela, minha mãe, o que fodeu tudo mais ainda), vigiar o que eu faço no trabalho e até conversar com o meu chefe sobre meu rendimento (que se caiu foi principalmente por eu estar desmotivado aqui do que outra coisa). Isso com a minha mãe foi evoluindo tanto que nesses últimos meses eu já ouvi pra sair de casa mais vezes do que eu gostaria, inclusive eu passei minhas férias todas lá com a namorada por causa de uma treta que se iniciou porque eu ri de uma série que tava assistindo. Passei esses dias todos sem falar nada com a minha mãe, meio que por ordem dela quando eu saí. E ontem eu tava muito em pânico porque não sabia o que esperar quando voltasse pra casa. Sabia nem se meu cachorro (que recentemente passou por uma cirurgia pra remover um tumor) tava vivo. Eu não moro lá de parasita, ajudo com as contas, com mercado e minhas despesas, principalmente nos últimos meses, mas simplesmente não tenho tido mais uma convivência pacífica com a minha mãe, as vezes a gente fica numa boa, mas a gente não se entende mais e não se respeita mais (ela com o meu espaço pessoal principalmente, porque eu não posso nem fechar a porta do quarto sem que ela ache ruim). Isso tudo me machuca pra caralho e tem sido causa de muita ansiedade, alguns amigos meus já me disseram dessa opção de alugar um lugar e eu tenho considerado bastante isso. Não pretendo acolher minha namorada e o filho dela tão cedo pra gente morar junto, quero me estabelecer no lugar primeiro e principalmente tentar acostumar a criança nele e isso leva tempo, e com o meu salário/emprego atual sair de casa é praticamente impossível, mas tô com novas oportunidades em vista que talvez possibilitem essa mudança. Ontem eu e minha mãe tivemos uma conversa onde ela meio que tacou o foda-se e disse que não iria mais se meter com as minhas coisas, que eu poderia fazer o que bem entendesse em casa, desde que eu assuma mais responsabilidade com as contas (atualmente eu só pago a internet) e continue cuidando das minhas próprias despesas. E que se eu quisesse sair, que eu fosse em frente e que caso eu me arrependa as portas de lá estariam sempre abertas. Ela parecia triste mas fair enough. Agora se eu realmente for morar sozinho, o que vocês tem a recomendar? Ter meu espaço é algo que eu sempre quis, mas isso tá meio far ahead do tempo atual porque ainda vai demorar um teco pra sair desse emprego que tô, mas eu sou muito ansioso com o futuro e sempre penso demais nas coisas, por isso qualquer dica ou conselho que eu possa ouvir vai me ajudar muito. Obrigado meus bacanos.
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2018.08.30 20:51 ApothiconDesire [UPDATE] Galera, tenho que sair de casa em uma semana. Ajuda?

Link para o Post original: https://www.reddit.com/brasil/comments/9arhka/galera_tenho_que_sair_de_casa_em_uma_semana_ajuda/

Então pessoal, no fim eu achei uma boa casa de 3 comodos por 450. A mãe da minha namorada me deu algumas panelas, e então eu paguei o primeiro aluguel, e a grana que sobrou eu consegui comprar um chuveiro e um botijão de gás pela metade.

Eu queria muito agradecer á todos que me responderam no ultimo post, de fato ajudaram muito e foram muitos conselhos uteis que eu vou sim aplicar ao meu dia-a-dia.
Novamente, muito obrigado Reddit Brasil \o/
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2017.11.29 20:20 tombombadil_uk Today I fucked up: a estranha sensação de reencontrar um amor do passado 12 anos depois / Parte 3

Galera, finalmente postando a última parte da saga. Depois de pensar para caralho, resolvi falar com ela pelo Facebook e marcamos de nos encontrar num café pertinho da praça onde nos esbarramos. Para quem não conhece a história desde o começo:
Parte 1 - TL/DR: sou casado, reencontrei uma garota por quem eu era apaixonado há 12 anos e só nesse reencontro eu percebi como eu fui um imbecil com ela. Em resumo, nós éramos grandes amigos, eu fiquei com medo de me declarar, meti o pé do curso de inglês que fazíamos sem dar nenhuma explicação e desapareci completamente da vida dela.
Parte 2 - TL/DR: comecei a me perguntar se aquela garota que eu reencontrei realmente era ela, já que ela parecia tão mais velha. Depois de dezenas de tentativas, achei ela no Facebook e sim, realmente era ela. Descobri que um amigo meu já tinha saído com uma prima dela há muito tempo e soube que ela teve uma vida bem escrota, foi abandonada por um marido meio babaca e agora basicamente vivia só pelo filho na casa dos pais.
Parte 3 - Taí. Nos reencontramos. Foi uma experiência que eu não sei classificar. Foi feliz, foi triste. Foi amargo, foi doce. Foi impressionante. A gente chorou um pouco junto. Escrevi um pouco ontem à noite e terminei hoje de manhã.
Só queria agradecer a todos os conselhos e dicas que recebi aqui. Reencontrar alguém do passado é uma coisa que mexe muito com a gente, faz com que nosso coração se sinta naquela época novamente. Essas quase três semanas foram muito estranhas. Foi quase uma viagem no tempo por coisas que eu achava já ter esquecido completamente. Infelizmente não posso dividir muito disso com amigos próximos, então fica aqui o desabafo.
Esse último ficou mais longo do que eu esperava. Honestamente, a gente conversou tanto que acho que resumi até demais. Como da primeira vez, fiz em formato de conto. Novamente, obrigado a todo mundo que deu um help nessa história, que finalmente se fechou.
Era um café bonito. Novo da região, era um daqueles negócios em que você vê o coração de um sonho do dono. As mesas rústicas de madeira, as lâmpadas suspensas que desciam do teto em fios de prata, como teias de aranha tecidas por vagalumes. O quadro negro cuidadosamente preenchido com os preços e até desenhos estilizados de alguns pratos. No fundo, um jazz instrumental marcava presença de forma tênue. Também era um daqueles negócios que você sabe que não vai durar muito. Que você bate o olho e pensa: “com essa crise, é melhor eu dar um pulo lá antes que feche”.
Eu presto atenção a cada detalhe ao meu redor. À roupa preta das atendentes, ao supermercado do outro lado da rua que vejo pela vitrine. Aos clientes que entram e saem de uma loja das Casas Pedro. Eu não quero esquecer de absolutamente nada. Era um ritual meu que fiz pela primeira vez aos 14 anos. Sempre tive boa memória, mas naquela época eu me esforcei para colocá-la inteiramente em ação. Era um verão e eu estava prestes a reencontrar uma prima que, anos atrás, fora minha primeira paixão. Ela nos visitava de anos em anos e, três anos após trocarmos beijos juvenis debaixo do cobertor, ela havia acabado de chegar à casa dos meus avós, onde se hospedaria.
Naquela noite, eu não consegui dormir. Por volta das 4h da manhã, peguei meu cachorro e caminhei 15 minutos em meio à madrugada até a casa da minha avó. Não, não fui fazer nenhuma surpresa matinal ou pular a janela em segredo. Eu apenas fiquei do outro lado da rua e observei tudo ao meu redor. “Eu vou lembrar desse reencontro para o resto da minha vida”, pensei, do alto dos meus 14 anos. “Eu quero lembrar de cada detalhe”.
E até hoje eu lembro. Da rua cujo chão estava sendo asfaltado, mas onde metade da pista ainda exibia os bons e velhos paralelepípedos. Das plantas da minha avó balançando ao vento, o som singelo dos sinos que ela mantinha na varanda e davam àquilo tudo um clima quase de sonho. Do meu cachorro, fiel companheiro que viria a morrer dois anos depois, sentado ao meu lado com metade da língua para fora. Do frescor da madrugada que precedia o calor inclemente das manhãs do verão carioca.
Mas não é dessa memória - e nem dessa paixão - que eu falo no momento. Eu falo dela. Dela, que eu reencontrei depois de tanto tempo. Que eu julgava já ter esquecido. Que, apenas mais de dez anos depois, eu percebi que tinha sido um babaca ao desaparecer sem qualquer despedida. Mesmo que ela jamais tivesse segundas intenções comigo, mesmo que fosse apenas uma boa amiga, eu havia errado. E aquela era o dia de colocar aquilo, e talvez mais, a limpo.
Foram três semanas de tortura comigo mesmo. Desde que achara seu perfil no Facebook e ouvira de um amigo em comum notícias de uma vida triste, seu rosto não me saía da cabeça. Ao menos uma vez por dia, eu pagava uma visita ao seu perfil e mirava aqueles olhos. As fotos, quase todas ao lado da mãe e do filho pequeno, tinham um sorriso fugaz encimado por olhos dúbios, tristes. Eles lembravam-me de mim mesmo. “Você tem um olhar de filhote de cachorro triste, por isso consegue tudo que quer”. “Você parece feliz, mas sempre que para de falar por um tempo, parece ter uns olhos tão tristes”. “Essa cara de pobre-coitado-menino-sofredor é foda de resistir, dá vontade de levar para casa e dar um banho”. Eu já havia perdido a conta de quantas vezes ouvira aquilo das minhas ex-namoradas e ficantes da faculdade. Os dela não eram muito diferentes. Quando ela finalmente apareceu, com sete minutos de atraso, eu pude perceber.
Meu coração parou por uma fração de segundo e depois disparou, como se os sineiros de todas as catedrais que haviam dentro de mim tivessem enlouquecido. Era engraçado como algumas pessoas passavam vidas inteiras sem mudar o jeito de se vestir. Ela ainda parecia com aqueles sábados em que nós nos encontrávamos no curso de inglês: os tênis All-Star, a calça jeans clara, uma camiseta simples - de alcinha, branca e com corações negros estampados - e o cabelo com rigorosamente o mesmo corte. “Talvez por isso que foi tão fácil reconhecê-la, mesmo depois de todo esse tempo”, pensei. Ou talvez eu reconhecesse aquele rosto e aqueles olhos - antes tão vivos e alegres - em qualquer lugar. Eu jamais saberia.
Como qualquer par de amigos que não se vê há milênios, falamos de amenidades no começo. Casei, separei. Sou funcionária pública, ela dizia. O relato do meu amigo, eu descobria agora, não estava perfeitamente certo. Ela não havia se demitido do trabalho, apenas se licenciado por algum tempo. “Fui diagnosticada com depressão”, ela admite, sem muitas delongas ou o constrangimento que tanta gente tem sobre o tema. “Meu casamento estava indo muito mal e eu desabei. Mas agora tá tudo bem”. Não estava, não era necessário ser um especialista para notar aquela tristeza escondida no canto do olhar.
Falei da minha vida para ela também. Contei que a minha ex-namorada que ela conheceu não deu certo e que, naquela época de fim da adolescência e início da vida adulta, eu tinha muita vergonha de falar sobre o que eu passava. Ela praticava gaslighting comigo, tinha crises de ciúme incontroláveis, me fazia sentir um crápula por coisas que eu sequer havia feito. “Você parecia tão feliz com ela”. “Eu finjo bem”, admiti. “E eu tinha vergonha de mostrar para os outros o que passava. Homem dizendo que a mulher é abusiva? Eu não queria que ninguém soubesse”.
Após quase meia hora de amenidades, eu exponho o elefante na sala de estar. Na verdade, quem começa é ela. Quando a adicionei no Facebook, falei que tinha esbarrado com ela na rua e que ficara com vergonha de cumprimentá-la na hora. Mas que queria muito revê-la depois de tanto tempo, tomar um café, falar sobre a vida. “Por que você sumiu?”, ela pergunta, no meio de um daqueles silêncios que duram mais do que deveriam. Eu tremi por dentro, mas não havia como continuar escondendo.
No começo, falei o básico. Que era de família humilde, como ela bem lembrava, e que o parente que pagava meu curso havia descoberto um câncer. Poucos meses depois, eu perdi meu emprego. Tudo isso num intervalo curto, de três ou quatro meses e perto da virada do ano. “Me ligaram do curso e ofereceram um desconto. Eu era pobre, mas sempre fui orgulhoso. Naquela época, era mais ainda. Burrice minha. Se bobear, eles iam acabar me oferecendo uma bolsa”. “Eles iam”, ela responde. “O Francisco - dono do curso - era maluco por você. Você era um ótimo aluno”. Ela dá um gole no mate que pediu. Meu café esfria ao meu lado. “Mas por quê você não falou nada comigo?”, ela continua.
Eu sabia que estava num daqueles momentos em que poderia mudar radicalmente o dia. Porque eu poderia ter mentido. “Eu não falei porque fiquei com vergonha de ter perdido o emprego”. “Eu não falei porque eu estava muito triste: parente próximo com câncer, desempregado, meu relacionamento com uma pessoa abusiva”. Eram mentiras com um pouco de verdade, mas não revelavam o grande problema. Naquele fim de tarde, eu escolhi não mentir. Nem me esconder. E eu já tinha ensaiado essas palavras dezenas de vezes nas últimas semanas.
“Olha, eu não sei se dava para reparar na época ou não. Não sei era muito óbvio, sinceramente. Mas eu era completamente apaixonado por você naquele tempo. Eu passava a semana inteira pensando no dia em que a gente ia se encontrar, trocar uma ideia no curso, caminhar junto até a sua casa. E eu tinha uma vergonha absurda disso. Eu tinha namorada, você tinha namorado e estava para se casar. Então eu achava errado expor aquilo, ser claro. E eu achava que você não gostava de mim. Eu tinha auto-estima muito baixa e esse relacionamento com essa ex-namorada abusiva só piorou as coisas. Eu me sentia um lixo, então achava que você não ia ligar se eu sumisse. Que ninguém ia ligar se eu sumisse. E foi o que eu fiz. Mas, se você quer uma versão curta da resposta, é essa: eu era completamente apaixonado por você naquela época e quis sumir, sair correndo”.
Enquanto eu falava aquilo tudo, a boca dela se abriu em alguns momentos. Às vezes parecia surpresa, às vezes parecia que ela tentaria falar alguma coisa que se perdia no caminho. Eu fazia esforço para olhá-la nos olhos, mas era difícil. Mesmo depois de todos esses anos. Tentei dar a entender com o tom de cada palavra que aquilo era uma coisa do passado, que não me incomodava mais, que agora eu queria apenas revê-la e saber como andava a vida.
O desabafo foi seguido de um silêncio que tornava-se mais pesado a cada segundo. Havia alguma coisa fervendo dentro dela, dava para ver. Foi aí que os olhos dela brilharam mais do deveriam, lacrimejando. Quando vejo aquilo, sinto que o mesmo vai acontecer comigo, mas me seguro. Ela vira o rosto e olha para além da vitrine, onde um ponto de ônibus está lotado com os clientes do supermercado e estudantes recém-saídos de suas escolas, o trânsito lento e infernal. A acústica é tão boa no bar que o caos de fim de tarde do outro lado do vidro parece uma televisão ligada no mudo. Quando ela me olha de volta, vejo que ela não faz qualquer esforço para esconder os olhos marejados.
“E você nunca me contou nada? Nem pensou em me contar?”.
Eu não sei quantos de vocês já ficaram sem notícias de um parente ou de alguém que você ama por muitos anos. Aconteceu comigo uma vez, com uma tia que desapareceu por quase 10 anos no exterior e reapareceu após ser mantida em cárcere privado por um namorado obsessivo. A sensação é estranha. É como descobrir que um livro que você tinha dado como encerrado tinha uma continuação secreta. As memórias de hoje se misturavam com as de 12 anos atrás, da última vez que li esse livro. Ela começou a contar tudo.
Ela, como eu já disse antes, era o meu ideal de felicidade. Casara cedo, tivera filho cedo, empregara-se no serviço público cedo. Era tudo com o que eu sonhava. Eu sempre quis constituir uma família, ter uma vida simples, ter um filho cedo para poder aproveitá-lo ao máximo. Mas a falta de dinheiro e a busca por uma parceira ideal sempre ficaram no caminho, assim como a carreira. O problema é que ela tinha uma vida muito diferente do que eu imaginava, muito mais parecida com a minha à época.
Acho que já deixei claro o quanto eu era apaixonado por ela no passado. Ela não era bonita nem feia, tinha o tipo de rosto que se perde na multidão sem ser notado. Filha de pai negro e mãe branca, era morena e tinha o cabelo liso levemente ondulado, quase até a cintura. Quando éramos adolescentes, ninguém a elegeria a mais bela da turma, mas dificilmente negariam que tinha seu charme. Eu a achava linda.
Mas ela, como eu, era o tipo de pessoa que tinha a auto-estima no fundo do poço. Como eu, também cresceu em um lar bem humilde. Também colecionou desilusões amorosas. E, como todo mundo já sabe, isso te transforma em um alvo perfeito para relacionamentos abusivos. O namorado dela, assim como a minha namorada à época, era muito bonito e manipulador. E ela achava que ele era a única pessoa que gostava dela, o único que lhe daria atenção. E isso fez com que, por anos, ela suportasse tudo que aconteceu entre eles. Traições, brigas, mentiras, chantagens, ameaças de abandono, ciúmes doentios. A história deles dois era tão parecida com a minha história com minha primeira namorada que eu fiquei assustado. Só que, diferente de nós, eles casaram. Eles colocaram um filho no mundo.
Ele só piorou com o nascimento da criança. Ele não era mau com o filho, ela dizia. Era um pai carinhoso, inclusive. Mas o pouco amor e bondade que ele tinha por ela transferiu-se todo para a criança. Vivia para o trabalho, para o filho e para os amigos.
“A gente chegou a ficar sem se falar por meses”.
“Morando na mesma casa e sem se falar?”.
“Sim. Nem bom dia. Nada. Eu me sentia um fantasma”.
Na contramão dele, ela dobrava-se para dentro de si própria. Abandonou a faculdade para cuidar do filho enquanto o marido formou-se com seu apoio fiel. Vivia para o filho e tinha seus problemas conjugais menosprezados pela família. “É coisa de garoto, ele vai melhorar”. “Homem quando acaba de ter filho é sempre assim”. “Vai passar”. Mas não passou, só piorou. As traições recorrentes evoluíram para uma equação desequilibrada de álcool e uma amante fixa no trabalho que ele sequer fazia questão de esconder. Ele anunciou que ia deixá-la, convenceu-a de que era um bom negócio vender o apartamento que eles haviam comprado. Racharam o dinheiro e ele foi viver a vida. Ela voltou a morar com a mãe, agora viúva.
O filho, nitidamente a coisa mais importante daquela mulher, tornou-se a única razão para viver. A pensão que a mãe recebia era baixa, o salário dela também não era bom. A pensão que o marido dava ajudava a manter uma vida extremamente funcional e sem luxos. As roupas eram das lojas mais baratas. Viagens não existiam. O único gasto relativamente alto era com uma escola particular de qualidade para o filho. O resto era sempre no básico.
Contei para ela sobre o meu sonho de casar cedo, de ter uma vida tranquila e estável. Falei que eu admirava muito a vida que ela escolheu no começo, que era a vida que eu queria ter vivido. A grama realmente é mais verde no jardim do vizinho, ao que parece.
“Mas a sua vida parecia tão tranquila, tão perfeita”.
“A minha?”.
“A sua namorada naquela época era uma menina tão bonita, eu lembro dela. Loira, bonita de corpo. Até lembro que ela fazia medicina e ainda era dançarina. Eu achava ela linda, perfeita. E você… você era sempre tão fofinho. Carinhoso e atencioso com todo mundo. Inteligente pra caralho, nem estudava e tinha as notas mais altas em tudo. Todo mundo gostava de você, todo mundo queria ser seu amigo e você nem se esforçava para isso”.
“Eu não lembro disso…”.
“Porque você não se achava bom. Você tinha 16, 17 anos e sentava para conversar de igual para igual sobre cinema e livro com uns professores de 40 e poucos anos. Você parecia fluente conversando com os professores em inglês e espanhol enquanto a gente tentava chegar perto disso. Passou no vestibular de primeira. Você não percebia, mas você era o queridinho de todo mundo. Você não era o garoto malhado bonitão, você era o garoto charmosinho e inteligente que todo mundo gostava. Eu gostava de você também. Gostava mesmo, de verdade. Eu tinha uma paixãozinha por você. Mas eu achava que eu não tinha a menor chance. Eu achava que eu merecia o meu namorado. Que eu era feia, ruim. Que ele estava certo em me falar aquelas coisas”.
“Eu era completamente apaixonado por você”, eu respondo. “Eu pensava em você todo dia”.
Engraçado como as pessoas se veem de maneira tão diferente. Eu me definia de três formas quando a conheci: eu sou gordo, eu sou feio, eu moro num dos bairros mais pobres e violentos da cidade. No dia seguinte, de manhã, eu olharia minhas fotos de 12, 14 anos atrás e me surpreenderia com quem eu via ali. Eu era bonito, só um pouco acima do peso. Com 16 anos, eu já era o barbado da turma antes de barba ser coisa hipster. Na foto do colégio, uma das últimas do terceiro ano, eu parecia tão dono de mim, tão no controle. Eu tinha aquela cara de inteligente e rebelde. Por dentro, eu era completamente diferente. Inseguro, assustado, sem auto-estima alguma e com uma namorada abusiva.
São sete e meia e a noite já começa a cair no horário de verão. Educadamente, uma das atendentes nos indica que a galeria onde o café funciona vai ser fechada em breve. Eu pago a conta e nós ficamos meio perdidos, sem saber o que fazer. Ela ainda tem os olhos inchados, eu também. Os funcionários da loja nos olham de forma surpreendentemente carinhosa, não sei o quanto eles escutaram do desabafo.
Saímos em silêncio do café, ela atendeu a uma ligação da mãe. Minha esposa estava fora do estado e só voltaria dali a alguns dias, então eu estava bem relaxado em relação às horas.
“Não sei se você precisa voltar para a casa por causa do Hugo, mas tem um bar aqui perto que é bem vazio a essa hora. A gente pode sentar pra conversar”, eu digo.
“A gente tem mais coisa para conversar?”. Ela pergunta sorrindo, não vejo nenhum traço de mágoa no seu rosto.
“Claro que tem. Doze anos não se resolvem em duas horas”.
Fomos para um bar pequeno ali perto, um que eu costumava frequentar nos tempos de faculdade. Nos tempos em que eu pensava nela e não me achava capaz de tê-la. Ele pouco havia mudado de 12 anos para cá: a mesma atmosfera que fazia dele aconchegante e levemente depressivo ao mesmo tempo. Era um bar das antigas, com azulejos portugueses azuis e poucos frequentadores. O atendimento era excelente e o preço razoável para a região, mas aquela estética de 40 anos atrás parecia espantar os frequentadores mais jovens. Os poucos que iam lá, no entanto, eram fiéis. Como eu fui no passado.
Nos sentamos no fundo do bar vazio em plena terça-feira e desnudamos nossas vidas um para o outro. “Eu quero saber quem você é”, eu comecei. “A gente falava sobre um monte de coisa, mas eu não sei nada sobre você. Sobre sua família. Sobre sua infância, quem você é. E você não sabe nada sobre mim”. Ela riu. “Você é maluco”. “Não, só quero te conhecer melhor. Compensar por ter sido um babaca há doze anos”.
A conversa foi agridoce. O que mais me assustava era como tínhamos origens semelhantes, desde a família até a criação. Os dois criados no subúrbio do Rio de Janeiro, os dois de famílias humildes que, por conta da pobreza e da necessidade de contar uns com os outros, permaneciam unidas. Primos de terceiro ou quarto grau criados próximos, filhos que casavam e formavam suas famílias nas casas dos pais. Assim como a minha família, a dela investiu tudo que tinha para que ela estudasse em um colégio particular até que eventualmente ela passou para uma escola pública de elite.
Nossas duas famílias tinham essa estranha tradição carioca que mistura catolicismo, umbanda e espiritismo, um sincretismo religioso que eu, como ateu, tenho dificuldade em entender - mesmo tendo crescido nesse meio. Assim como eu, achava-se feia, indesejada na adolescência. Isso fez com que rapidamente trocasse o mundo cor de rosa pelo rock e pelos livros. No meu caso, eu acrescentaria videogames e RPG, mas o resto não mudava muito.
“Na minha escola, tinha muita patricinha, muito playboy. Eu não aguentava eles. E eles sabiam que eu era pobre, então não se misturavam muito comigo”. Contei a minha versão para ela. “Eu gostava de ler, RPG e jogar videogame. Mas eu era muito pobre, fodido mesmo. E isso tudo era coisa de gente com grana na época, né? Então eu acabei ficando amigo dos nerds na época por conta dos gostos comuns. Eu tive sorte, demoraram a perceber que eu era pobre. Eu tenho toda a pinta de gente com grana, essa cara de europeu que engana. Quando perceberam que eu era duro, foi só no segundo grau. Ali eu já era um pouco mais cascudo, tinha bons amigos”. Ela não.
Era tudo tão igual que, em dado momento, eu parei de falar que havia sido igualzinho comigo. Eu esperava ela terminar a parte dela. Falava a minha. E intercalávamos nossas histórias, os dois surpresos com as semelhanças. Provavelmente a grande diferença era a vida dela após ter o filho e abandonar a faculdade. Ela trabalhava em uma repartição pública onde tinha 20 anos a menos do que a segunda funcionária mais nova, se afastou dos amigos. Era estranho conversar com ela. Não usava redes sociais praticamente, apenas para trocar mensagens com parentes distantes e mostrar fotos do filho para eles. Não via séries, não tinha Netflix - só novelas. Não conhecia bandas novas, não era muito de ir ao cinema. Era uma sensação estranha, mas parecia que boa parte da vida dela tinha parado em 2006 ou 2005. Os hábitos dela e poucos hobbies pareciam os de uma pessoa de 50 e poucos anos.
Me doeu imaginar o que poderia ter sido, o que poderíamos ter feito juntos, como poderíamos ter sido bons um para o outro. Pensei na minha esposa, que tem um perfil familiar radicalmente diferente do meu. Ela vem de uma família de classe alta, só com engenheiros e funcionários públicos de elite. O mundo dela era muito diferente do meu, tão diferente que às vezes me assustava. Famílias que não se falavam e que, mesmo endinheiradas, brigavam por herança e cortavam laços de vida por conta de bens que eles não precisavam. Todos católicos ou evangélicos, sem exceção. No máximo um ou outro ateu escondido no armário, como eu.
Essa diferença nos causava estranhezas, pontos de atrito que me surpreendiam. Quando eu elogiava a decoração de uma festa, ela falava do preço e da empresa que a produziu. Ela sentia uma obrigação social em aparecer em eventos familiares ou do círculo social deles, de ser e parecer uma boa esposa. Eu só queria estar onde eu estava afim e quando eu estivesse afim, nunca vi a família como uma obrigação social. Eles discutiam herança entre irmãos com os pais bem vivos, nós nos preocupávamos em fazer companhia à minha mãe quando meu pai morreu. Já era meio subentendido que abriríamos mão de qualquer coisa e deixaríamos tudo para minha mãe, tendo direito ou não.
Havia uma preocupação com patrimônio, normais sociais e aparências que, por muitas vezes, me assustavam. Muitas vezes ela parecia desgastada ou enojada com isso também, mas fazia porque alguém na família tinha que fazer, porque era tradição, porque sempre foi assim. Eu assistia àquilo atônito, impressionado como uma família tão numerosa quanto a minha - com literalmente dezenas de primos e tios até de terceiro grau que moravam em um mesmo bairro - era tão mais simples e unida do que uma dúzia de endinheirados que pareciam brigar por coisas fúteis.
Ela, que estava ali do meu lado, não. Tudo que ela me contava soava como uma cópia fiel da minha família, apenas em escala ligeiramente menor. Pensei em como as coisas seriam simples ao lado dela, despreocupadas, tranqulas. Que eu não passaria a vida sendo julgado pela família da minha companheira como o ex-pobre com pinta de hipster que conseguiu ganhar algum dinheiro, mas não tem muita classe nem é muito cristão, como nos últimos anos.
As palavras que saíram da boca dela depois de uns dois ou três copos de cerveja poderiam muito bem ter sido lidas do meu pensamento. “Você acha que a gente teria sido um bom casal? Que a gente ia se dar bem?”.
“Não tem como saber”, eu respondi. “Mas a gente pode imaginar”. E a gente começou a brincadeira mais dolorosa da noite, imaginando como seria se tivéssemos ficado juntos 12 anos atrás.
“Eu jogava videogame para caralho, você ia se irritar. E eu ia te pentelhar para jogar comigo”, eu comecei.
“Eu gostava de videogame, só não jogava muito. Eu ia te arrastar para show da Avril Lavigne e da Pitty, você não ia gostar”.
Eu sorri. “Eu não tenho nada contra as duas”.
“Britney e Justin Timberlake também”.
“Porra, aí você já tá forçando a barra, amor tem limite”.
Falamos sobre meus primeiros estágios, sobre como eu era maluco e fazia dois estágios e faculdade ao mesmo tempo. Saía de casa às cinco da manhã e voltava às onze da noite. Tudo para conseguir ter uma grana legal, já que na minha área os estágios eram ridiculamente baixos. Ela falava sobre a rotina de estudos para concurso, sobre como foi difícil conciliar a faculdade - que ela eventualmente abandonou por causa do filho - com o recém-conquistado emprego público. Eu falava do meu início de carreira, que foi bem melhor do que eu jamais imaginara, como subi rapidamente. Como eu achava estranho ganhar a grana que eu ganhava - que não era nada extravagante, garanto - mas meus hábitos simples faziam com que eu mal gastasse metade do salário. Ela falava da depressão que tomou conta dela ao perceber que estava num emprego extremamente burocrático e ineficaz, deixando-a incapaz de buscar outras alternativas. Falamos sobre a morte dos nossos pais, que parecem ter conspirado para falecer no mesmo ano.
Em algum momento, a cabeça dela repousou no meu ombro. Eu não soube o que fazer. Pensava apenas na minha esposa, em jamais ter traído ela nem nenhuma outra mulher. Foi aí que eu percebi que ela chorava e, novamente, eu chorei também.
“É engraçado a gente ter saudade de algo que a gente não teve”, eu disse, lembrando de um livro que eu li há muito tempo.
“Acho que a gente seria um casal do caralho”, ela disse, com um inesperado sorriso entre as lágrimas.
“Ou talvez a gente se detestasse e desse tudo errado, a gente nunca vai saber”.
“A gente nunca vai saber”, eu repeti, mentalmente. Como um vírus, a ideia se espalhou dentro de mim rapidamente. “Eu posso fazer uma diferença na vida dessa mulher, na vida do filho dela, na própria família dela. Eu posso ter uma vida mais tranquila ao lado dela, sem essas picuinhas de família rica. Minha esposa pode encontrar um homem muito melhor para ela. Um cara rico, cristão e que tenha a classe e pose que a família dela tanto quer. Isso pode acabar bem para todo mundo”.
Mas não podia. Lá no fundo, eu sabia que não podia. Eu tinha quase uma década de história com minha esposa. Eu tinha um casamento plenamente feliz atrapalhado por alguns poucos problemas familiares e inseguranças minhas. Tínhamos uma química ótima, gostos parecidos para livros e filmes, nos dávamos bem na cama. Valia a pena jogar aquele relacionamento tão bom e funcional - algo que me parece cada vez mais raro hoje em dia - por uma aventura fugaz? Um remorso do passado? Em um relacionamento com uma estranha que eu estava voltando a conhecer havia algumas horas?
“Você nem a conhece”, dizia a cabeça. “Ela é igual a você”, dizia o coração.
No fim das contas, eu segui a cabeça. Conversamos até quase dez da noite. Pegamos um Uber e fiz questão de deixá-la em casa, um prédio pequeno em um bairro abandonado do subúrbio. Quando o carro parou, ela se demorou um pouco do meu lado e, por impulso, eu segurei a mão dela. Ela me encarou assustada e ansiosa. Eu pensei em beijá-la, em ligar o foda-se e jogar tudo para o alto ali mesmo. Mas eu só desci do carro com ela na rua deserta e caminhamos juntos para dentro do prédio, sem saber exatamente o que a gente estava fazendo. Pedi para o motorista me esperar e disse que depois acertava uma compensação com ele.
“Eu vi o seu Facebook. Você é casado com uma mulher linda. E inteligente. Você não vai me trocar por ela. Nem eu quero acabar com o seu casamento”.
“Você acha ela linda e inteligente?”.
“Você sabe que ela é”.
E então eu desabafei. Falei que passei as últimas semanas reavaliando meu casamento e meu futuro, encarando a foto dela no Facebook de tempos em tempos. Que meu coração quase parou quando encontrei-a pela primeira vez. Que eu gostava de tudo nela. Da dedicação como mãe, da simplicidade, dessa aura de pessoa correta que ela exalava sem fazer esforço, desse espírito suburbano e familiar que ela tinha. Dos olhos dela, tão animados no passado e tão tristes agora. De como eu estava me segurando para não beijá-la naquele dia todo.
“Você é linda. Eu sei que você se acha feia, eu sei que você acha que ninguém vai se interessar por você. Mas você é uma mulher foda, e nem preciso subir para saber que você é uma mãe foda, uma filha foda. Não deixa a vida passar. Eu tenho certeza que tem mais gente que, igual a mim, já percebeu isso em você e não sabe como falar. Não faz de novo a mesma coisa que a gente fez lá atrás. Eu só queria que você soubesse disso porque eu acho que você merece ser muito mais feliz do que você é agora. E você não tem ideia de como você me deixou maluco esses dias todos. Eu sou bem casado com uma mulher linda sim, mas só de encontrar você eu tive vontade de jogar tudo para o alto”.
Foi um monólogo mais longo do que eu esperava. De novo, ela chorou. Dessa vez, eu contive as lágrimas. O abraço que partiu dela foi um dos melhores e mais tristes que já ganhei na minha vida. Havia ali uma história de amor não vivida, saudades de uma história que jamais colocamos no papel, de um mundo que nunca existiu. Ela me apertou forte e eu sentia minhas mãos tremerem.
Encostamos as laterais do rosto um do outro, aquele prenúncio de um beijo adiado. E que tive que usar todo auto-controle do mundo para manter adiado. Me afastei, olhei nos olhos dela, sorri e fui embora. Quando o Uber saiu, ela ainda estava parada na portaria e minhas mãos ainda tremiam.
Eu não sei se essa história acaba aqui ou não. Mas eu tenho quase certeza que sim. Algum dia eu vou contar tudo isso para a minha esposa, mas vou esperar esse sentimento morrer primeiro. Eu conheço ela o suficiente para saber que, em um bom momento, ela não ficaria triste com essa história. Eu até consigo imaginar a reação dela, repetindo a frase que ela me diz desde que a gente casou. “Eu te conheço. Você não vai me trair com alguma gostosona oferecida por aí. Se alguma coisa acontecer, você vai se apaixonar por alguém. Eu te conheço, você é romântico. Mas a gente se resolve”.
Quando cheguei na minha casa vazia, sentei e escrevi quase tudo isso de uma tacada só. Sem revisão, sem pensar muito. Eu acho que eu poderia escrever dezenas de páginas sobre os detalhes da conversa, mas isso aqui já está longo demais. Antes de dormir, eu vejo que tenho uma mensagem no Whatsapp.
“Foi muito bom encontrar você”.
Toda aquela tentação de falar algo mais grita dentro de mim, se debate.
“Foi bom te ver também :) “.
Por via das dúvidas, coloquei o celular em modo avião e suspirei. “Eu tô feliz ou triste?”, me perguntei. Parece uma pergunta simples e relativamente objetiva, mas eu não soube responder. Eu custei a dormir, com medo de sonhar com ela. Quando eu acordo no dia seguinte e me preparo para ir ao trabalho, a impressão que eu tenho é de que tudo foi um sonho. Vê-la, reencontrá-la, chorar, abraçá-la.
E, como quando a gente acorda de um sonho triste, eu volto a viver minha vida normal para esquecer. Hoje tem reunião com cliente. À noite, preciso pegar minha esposa no aeroporto.
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2017.04.25 22:27 forboso Preciso de ajuda. Sobre a situação da segurança pública nas capitais brasileiras, em especial Porto Alegre.

Olá pessoal.
Eu moro em Porto Alegre com minha namorada e minha enteada já fazem uns 5 anos. Nesse tempo, a violência aumentou nessa cidade de uma forma bizarra e eu não sei mais o que fazer pra me proteger e proteger minha família.
Quando nos mudamos pra cá, morávamos na zona norte, em um bairro chamado Rubem Berta. Depois de 1 ano morando lá, minha namorada foi assaltada num domingo, em plena luz do dia, numa praça lotada e perdeu o celular. Como nós estudamos na UFRGS, resolvemos nos mudar para um bairro mais seguro e mais próximo. Viemos para um bairro chamado Partenon, mas numa área próxima da PUC-RS. Tudo correu melhor nos primeiros meses, especialmente por que a violência no Rubem Berta chegou a níveis tão alarmantes lá que é surreal, devido a guerra de tráfico de drogas.
Começamos a nos sentir seguros novamente, mas nos últimos 6 meses fomos assaltados 3 vezes. Eu fui assaltado dentro de um ônibus indo pra faculdade, minha namorada foi assaltada a dois meses atrás descendo do ônibus voltando pra casa e ontem ela foi assaltada de novo indo pra parada de ônibus. Todos os assaltados foram mais ou menos 3 horas da tarde com arma na cabeça. No meio disso, um colega meu do doutorado na UFRGS foi assassinado num assalto. Fora o fato que quase toda semana tem uma greve ou paralisação de algum serviço público. A sensação é de caos.
Minha namorada está com medo de sair sozinha pra ir pra faculdade e pensa em trancar. Eu estou no último semestre do mestrado e estou com medo de entrar num doutorado aqui e ter que ficar mais quatro anos em Porto Alegre. Fomos até a delegacia ontem registrar BO e eu pedi conselho ao policial na esperança dele me ajudar. Ele só disse que o governo reduziu drasticamente o policiamento, não paga em dia e tudo só tende a piorar. E que não adianta mudar de bairro de novo, por que a cidade está a deus dará.
Então, caro reddit do Brasil, eu não sei o que fazer. Eu peço ajuda a vocês que moram aqui em Porto Alegre, mas também de quem mora em outras capitais que possa me dar uma noção de como está a segurança aí. Nós estamos pensando seriamente na possibilidade de largar tudo aqui pra trás e nos mudar, mas pra continuarmos nossos estudos a gente teria que ir ou pro Rio ou pra São Paulo (eu faço mestrado em Astrofísica e não tem muitos lugares onde eu possa fazer doutorado).
Sério, eu to bem desesperado. E minha enteada, de 8 anos, está com um medo que nenhuma criança dessa idade deveria ter. Qualquer comentário é bem vindo, obrigado.
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